Escala 6x1: Motta pede retirada de urgência e Senado ainda debate PEC
Data: 11/06/2026
O presidente da Câmara, Hugo Motta, avisou: só vai colocar em votação a proposta que trata dos combustíveis - a que permite usar o excesso de arrecadação por conta da alta do petróleo para compensar a redução de tributos, medida para conter os impactos da guerra aqui no Brasil - se o governo retirar a urgência daquele projeto de lei que trata da escala 6x1.

"Eu tenho tentado junto ao governo que essa urgência seja retirada, até porque nós já aprovamos a PEC que reduziu a jornada de trabalho e que acabou com a escala 6x1. O governo ainda não retirou a urgência. Caso haja a urgência, caso haja a retirada da urgência até amanhã, nós devemos apenas pautar o projeto de lei que trata da questão dos combustíveis, que é o projeto de lei relatado pela deputada Marussa. Por que é que esse projeto não está na pauta? Porque até então ele não pode ser votado", aponta.
Esse amanhã que ele disse é, na verdade, nesta quarta-feira. É que ele deu essa declaração na terça, ainda em plenário. O projeto de lei está trancando a pauta desde o dia 30 e o acordo era para retirar a urgência em troca da votação da PEC.
Mas esse foi apenas um dos movimentos que a 6x1 teve esta semana. Os outros foram no Senado, primeiro, o Davi Alcolumbre, presidente da Casa, se reuniu com o ministro José Guimarães, das Relações Institucionais. Mesmo assim, nada de definir calendário ou conversa com líderes sobre esse cronograma.
A meta, agora, é a escolha de relator. Alguns nomes no cenário, mas nada definido, segundo o líder do governo, Randolfe Rodrigues. Ele ainda admitiu que o texto pode ter mudanças, principalmente no prazo de 60 dias após a promulgação para que as novas regras comecem a valer: "Mas por que o número mágico de 60? Isso aí pode ser menor. Por que ser 60? É um debate que está em curso aqui no Senado".
Enquanto isso, a Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, divulgou uma carta assinada também por outras entidades contra a PEC 6X1 e a favor daquela outra proposta que eles chamam de “jornada flexível”. A que permite a remuneração com base nas horas trabalhadas.
E, em meio a isso tudo, tivemos também o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que disse que ainda não conversou com o presidente da Câmara sobre aquela retirada de urgência, mas que se encontrou com o Davi Alcolumbre e fez um apelo para que ele barre as chamadas pautas-bomba.
"Então, levei as preocupações, levei os projetos que têm impacto fiscal muito grave. Eu poderia mencionar vários: dívidas rurais, os vários pisos que estão em discussão no Senado, a discussão sobre a PEC dos Templos, enfim, e outros debates que a gente passou. Mas passamos por uma lista de projetos que é de um impacto considerável e que o país não suporta. A gente não pode confundir o momento em que se quer, de maneira muitas vezes legítima, dar respostas para os setores, para as respectivas bases, mas a gente não pode botar a economia do país em risco por conta dessas pautas", afirma.
A quarta-feira, portanto, será de expectativa com relação às negociações da PEC 6x1. Tanto de definição de relator na Comissão de Constituição e Justiça quanto numa possível conversa de Alcolumbre com líderes para definição de calendário.
Fonte: Agência Brasil
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