Governo eleva imposto de importação para 1.250 produtos e impacto deve ser gradual
Data: 23/02/2026
O governo federal elevou as alíquotas de importação para cerca de 1.250 produtos. Deste total, parte já está com a alíquota em vigor desde o último dia 6 e os demais terão a aplicação da mudança no tributo a partir do próximo domingo (1º/3). As alíquotas variam de 7,2% até 25%.
O motivo alegado pelo governo para aumentar as alíquotas para o grupo de produtos é proteger a indústria nacional. As tarifas são para máquinas e equipamentos e itens de tecnologia e foram alteradas por meio da resolução nº 852, de 4 de fevereiro deste ano. A resolução foi emitida pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior, integrante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic).
A decisão de alterar o imposto dos 1.252 produtos foi deliberada pelo Gecex em 28 de janeiro deste ano. Na reunião, também foi decidida a redução de impostos de importação para alguns produtos, como um medicamento usado para tratamento de depressão e insumos essenciais à indústria química, têxtil e agropecuária. As alíquotas aplicadas são de 7,2%, 10%, 12,6%, 15%, 20% e 25%. A maior tarifa abrange menos de dez itens. A maior parte dos produtos será submetida a alíquotas de 7,2% a 20%. Mesmo com a imposição da tarifa, foram estabelecidas cotas de isenção para alguns produtos, a exemplo das antenas para celular. Ao todo, 25 mil delas, que forem adquiridas de 1º de fevereiro a 18 de agosto deste ano, ficarão isentas da cobrança.
Em uma nota técnica, o Ministério da Fazenda sustenta que o efeito indireto do aumento da alíquota na inflação oficial, medida no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ser “baixo e defasado”. Na nota técnica sobre a mudança da tributação, a Fazenda lembra que o grupo de produtos alvo da medida representa “queda do superávit comercial de US$ 99 bilhões em 2023, para US$ 74 bilhões em 2024, e US$ 68 bilhões em 2025″.
Fonte: Metrópoles
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